03.01.09


 

 

É sem dúvida um título que dá que pensar. E quando não se vê, pode-se sempre imaginar. Gosto de pensar que as estrelas são seres humanos, como nós. Podemos conversar com elas, contar-lhe as ‘nossas coisas’ e elas ouvem-nos sempre com um sorriso. Eu sei, isto pode parecer inocente da minha parte, mas acredito em estrelas e acredito que elas existem por alguma razão. Não são meramente decorativas, não servem para enfeitar o céu. Não são bonitas só porque se põem no topo da árvore de natal. As estrelas verdadeiras têm um significado. Cada uma delas é uma resposta. Lembro-me de quando estava ao telemóvel contigo e a única coisa à minha volta eram estrelas. O fundo era preto e havia tantos pontinhos brilhantes no céu, que nem que ficasse a noite toda a contá-los conseguia terminar. Foi na altura da decisão. E quer acredites quer não, foi lá que encontrei algumas das minhas respostas. Houve noites e noites seguidas em que me sentei junto ao muro branco e fiquei a olhar para elas, enquanto pensava em ti. E foi o ‘sorriso’ de uma delas em especial, que me ajudou a perceber o sentido das coisas. A minha estrela. Aliás, a partir daquele dia passou a ser ‘nossa’, embora nunca te tenha contado.

E enquanto for assim, enquanto encontrar as minhas respostas em coisas simples como esta, nada vai impedir-me de ser feliz.

Nem agora, nem nunca. E sabes porquê?  Porque as estrelas são infinitas, assim como a minha/nossa felicidade.

 

 

publicado por Catarina às 10:25

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