14.12.08

Lembro-me de quando me deixaste acender o teu coração. Foste tu que me ensinaste. Pegámos num fosfóro, e tentámos uma vez. Pegámos em dois, e voltámos a tentar acendê-lo. Mas a luz desaparecia sempre, e só ficava o fumo, e as marcas dele. Tentámos a terceira. Dizem que à terceira é de vez, e quem o diz tem toda a razão. A chama permaneceu acesa, e já há mais de três meses que conseguimos mantê-la. Aliás, não sei se é ilusão, mas ela parece cada vez maior. Cada dia parece aumentar de tamanho e ser (cada vez) mais intensa. Mas agora estou a pensar na reacção que tivémos quando voltámos a tentar, e finalmente conseguimos. Olhaste para mim, e sorriste. Foi inocente, foi verdadeiro. Os nossos corpos juntaram-se, e em vez de sermos dois, passámos a ser apenas um. Uma mente, um corpo, um coração. A partir daí nada é só 'meu', nem só 'teu'. É tudo nosso. Quando ouço o meu coração bater, ouço também o teu. Aprendemos a partilhar experiências, e momentos. Nunca tinha partilhado o meu coração com ninguém, até tu chegares. Posso tê-lo emprestado por uns tempos, mas tu foste a única pessoa a quem o dei, no verdadeiro sentido da palavra. E sempre ouvi dizer que 'quem dá e tira, para o inferno gira'. Agora que é teu, não volto mais atrás. Não me arrependo disso, sei que és a pessoa certa para guardar o meu coração com cuidado. Afinal de contas, o meu coração é também o teu. Estão unidos, por um sentimento forte, ao qual sempre ouvi chamar de 'amor'. Para mim é ainda mais que isso, vai muito além de uma simples palavra. Não sei qual é o nome exacto, mas sei que é a razão faz manter a chama do meu coração acesa.

'já não te vejo há um dia, para mim pareceu-me um mês' - leva-me contigo

publicado por Catarina às 14:40

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