Coimbra, 11 de Fevereiro de 2009
Hoje lembrei-me de quando era pequenina e tinha o mundo a meus pés. Lembrei-me particularmente do dia em que fui à Disneyland com o meu pai. Era tão pequenina e aventureira. Andava sempre de vestido e com o cabelo apanhado num longo ‘rabo de cavalo’. Foi uma das viagens mais marcantes da minha vida. Estava fascinada com toda a visão de uma ‘feira gigante’, colorida e repleta de atracções. O meu desejo era experimentar tudo o que se encontrava à minha volta, mas a minha atracção prendeu-se com um carrossel gigante. Larguei a mão do meu pai, era tão pequenina e indefesa. Comecei a correr entre risos e gargalhadas capazes de se ouvir em todo o lado, e o meu pai correu atrás de mim. Lembro-me de ‘voar’ e correr mais rápido do que qualquer pessoa naquela feira. As pessoas pareciam-me desfocadas e o meu coração pequenino saltitava, com uma vontade tremenda de subir ao carrossel. Lembro-me da cara sorridente do meu pai. Tenho a certeza que na altura estava cansado de correr atrás de mim, mas o brilho dos seus olhos nunca esmorecia. Não me largava por nada deste mundo.
O momento que mais alegria me proporcionou foi quando pude finalmente abraçar o carrossel, e saltar para cima do cavalo cor-de-rosa que mais me fascinou. Agora que relembro isto vêm-me à memória os sorrisos do meu pai e de todas as pessoas presentes, e todas as fotos que me tiraram na altura. Sentia-me uma fada ou uma princesa das histórias encantadas. Tudo era perfeito e todos os problemas encontravam refúgio em sorrisos inocentes e simples trocas de olhares.
Se tenho saudades? É impossível não ter.
Composição do teste de português, com algumas modificações.
Quem disse que a realidade e a imaginação não são compatíveis?