Há outras pessoas, há sempre outras pessoas. Outros sorrisos, outros olhares, outros ‘talentos escondidos’. A meu ver, ficar agarrado ao passado não é uma opção, principalmente quando nos podemos gabar de ter a sorte de encontrar pessoas com vontade de nos fazer felizes. E que aparecem sem sequer darmos conta. Entram na nossa vida devagarinho, e fazem as coisas da forma mais ‘leve’ possível, de modo a não exercerem qualquer pressão. Sim, porque apesar de tudo, o passado fica sempre presente, e não desaparece tão rápido como muitas vezes gostaríamos.
Passam-nos muitas vezes imagens pela cabeça, que recordamos todos os dias. Idealizamos coisas que nunca chegámos a fazer, e que mesmo assim conseguimos descrever ao mais ínfimo pormenor. A forma como o fizémos; o local; o ambiente circundante; as expressões faciais e corporais; os cheiros; os sons.
Mas isso não importa. Por muito que os sentimentos se mantenham ou que tenhamos vontade de fazer o ‘tempo voltar atrás’, isso já não importa. Acabou, foi o fim. E a verdade é que não volta.
Agora o importante é dar valor a essas ‘novas pessoas’, deixar que entrem nas nossas vidas e que aprendam a conhecer as nossas qualidades e os nossos defeitos. Voltar a entregar o coração, mas com mais cuidado, para que desta vez ele não volte a ficar reduzido a metade.
Novas experiências. Novo espírito.
‘life goes on’