28.02.09

 

Foi contigo que comprovei que a 'primeira impressão' nem sempre corresponde à real. É graças a nós que esta amizade existe, esta cumplicidade e confiança tão forte. Não temos que estar sempre juntas, não temos que nos abraçar diariamente ou mandar mensagens a cada segundo do dia, mas sabemos que estamos sempre unidas. Venha quem vier. E isso é o mais importante. Quando preciso de ti, nunca falhas. Fazes-me sempre sorrir, sabes sempre o que dizer. Tens sempre a palavra certa no momento certo. És mais nova, mas a tua maturidade supera a de MUITAS pessoas que conheço.

És linda, de todas as maneiras.

publicado por Catarina às 17:58

27.02.09

PERFEITO <3

publicado por Catarina às 10:10

20.02.09

Coimbra, 11 de Fevereiro de 2009

 

Hoje lembrei-me de quando era pequenina e tinha o mundo a meus pés. Lembrei-me particularmente do dia em que fui à Disneyland com o meu pai. Era tão pequenina e aventureira. Andava sempre de vestido e com o cabelo apanhado num longo ‘rabo de cavalo’. Foi uma das viagens mais marcantes da minha vida. Estava fascinada com toda a visão de uma ‘feira gigante’, colorida e repleta de atracções. O meu desejo era experimentar tudo o que se encontrava à minha volta, mas a minha atracção prendeu-se com um carrossel gigante. Larguei a mão do meu pai, era tão pequenina e indefesa. Comecei a correr entre risos e gargalhadas capazes de se ouvir em todo o lado, e o meu pai correu atrás de mim. Lembro-me de ‘voar’ e correr mais rápido do que qualquer pessoa naquela feira. As pessoas pareciam-me desfocadas e o meu coração pequenino saltitava, com uma vontade tremenda de subir ao carrossel. Lembro-me da cara sorridente do meu pai. Tenho a certeza que na altura estava cansado de correr atrás de mim, mas o brilho dos seus olhos nunca esmorecia. Não me largava por nada deste mundo.

O momento que mais alegria me proporcionou foi quando pude finalmente abraçar o carrossel, e saltar para cima do cavalo cor-de-rosa que mais me fascinou. Agora que relembro isto vêm-me à memória os sorrisos do meu pai e de todas as pessoas presentes, e todas as fotos que me tiraram na altura. Sentia-me uma fada ou uma princesa das histórias encantadas. Tudo era perfeito e todos os problemas encontravam refúgio em sorrisos inocentes e simples trocas de olhares.

Se tenho saudades? É impossível não ter.


Composição do teste de português, com algumas modificações.

 

Quem disse que a realidade e a imaginação não são compatíveis?

 

 

 

publicado por Catarina às 21:29

08.02.09

 

 

Ontem dei por mim a procurar delicadamente um colar, que me tinha sido oferecido há muitos anos. Era vermelho, e tinha um coração prateado. Mas embora fosse muito bonito, não tinha qualquer valor para mim. Estava incompleto, faltava-lhe a outra metade. Percorri a minha mente, tentei pensar em todos os locais onde poderia ter deixado o pedaço que completava aquele coração. Enquanto pensava, adormeci. Sonhei com uma floresta vazia, sem pessoas. Andei sozinha, horas e horas seguidas. Procurei por aquele simples ‘objecto’, como se tratasse da decisão mais importante da minha vida. Os meus pés estavam em sangue, mas nem assim desisti. Procurei por trás das árvores (dizem que escondem segredos); e até olhei para as estrelas, à espera que me indicassem uma resposta, como já é habito fazerem. Mas nada. Ninguém me ajudou. Estava sozinha, e perdida. Não tinha ninguém. Aliás, nem que tivesse toda a gente à minha volta, seria capaz de me sentir completa. Precisava da metade daquele coração, precisava disso para me sentir completa. Infelizmente, ainda não consegui alcançar o fim desta história. Os raios de sol entraram pela janela, e interromperam o meu ‘sono de princesa’. Agora só me resta esperar pela próxima noite, para tentar reaver aquilo a que tenho direito. O meu colar, a minha metade.
Vou tentar lutar por um final feliz, embora neste momento não seja eu a responsável pelo enredo da história.

 

05.01.09
 

publicado por Catarina às 18:08

07.02.09

'Escrever não é uma arte, mas sim um estado de espírito.'

 




publicado por Catarina às 18:34

06.02.09

 

Um dia de manhã olhaste para mim, e com o teu ar doce e habitual, pediste-me que te escrevesse um texto com todas as coisas, que até hoje, tinha aprendido contigo. Fechei-me no meu quarto por volta da meia-noite e pensei numa coisa bonita para escrever, algo que te ficasse para sempre na memória. Eram duas da manhã e o papel continuava em branco. Apercebi-me então que as únicas coisas que me tinhas ensinado tinham sido a ‘amar’ e a ‘perder’. Rabisquei uma folha em branco e chorei por não conseguir escrever nem uma palavra. Chorei por raiva e vergonha de mim própria. Quando olhei pela janela vi um pequeno raio de sol. O dia tinha amanhecido e a folha de papel continuava na mesma. Tinha os olhos vermelhos e a minha cabeça parecia disparar a mil à hora. Senti-me tentada a ler tudo aquilo que já me tinhas escrito, e senti-me inútil perante tal situação. De repente deparei-me com uma carta que me chamou a atenção e dizia ‘deste-me lápis, mas esqueceste-te do papel’. Olhei em redor e percebi que me encontrava na situação exactamente oposta a ti. Tinha o papel, mas faltava-me material para escrever, sem o qual não era capaz de nada. O material a que me refiro nesta simples carta são as palavras, essas malditas traidoras, que insistem em faltar quando mais precisas são. Li e reli a ‘tal’ frase e depois de horas a fio a pensar, um sorriso despontou na minha face, e percebi o significado do teu pedido naquela manhã. O que realmente me querias mostrar é que sem papel e sem lápis conseguimos transmitir o ensinamento mais importante de todos: o amor. Todo o material de que precisamos são sorrisos, lágrimas e um coração. Coração esse que foi ensinado e criado por ti. Foi a melhor parte de mim que conseguiste transformar. Tu és a melhor parte de mim.

 

10.01.08 

publicado por Catarina às 12:02

05.02.09

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,

e o que nos ficou não chega

para afastar o frio de quatro paredes.

Gastámos tudo menos o silêncio.

Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,

gastámos as mãos à força de as apertarmos,

gastámos o relógio e as pedras das esquinas

em esperas inúteis.


Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.

Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;

era como se todas as coisas fossem minhas:

quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.

E eu acreditava.

Acreditava,

porque ao teu lado

todas as coisas eram possíveis.


Mas isso era no tempo dos segredos,

era no tempo em que o teu corpo era um aquário,

era no tempo em que os meus olhos

eram realmente peixes verdes.

Hoje são apenas os meus olhos.

É pouco mas é verdade,

uns olhos como todos os outros.


Já gastámos as palavras.

Quando agora digo: meu amor,

já não se passa absolutamente nada.

E no entanto, antes das palavras gastas,

tenho a certeza

de que todas as coisas estremeciam

só de murmurar o teu nome

no silêncio do meu coração.


Não temos já nada para dar.

Dentro de ti

não há nada que me peça água.

O passado é inútil como um trapo.

E já te disse: as palavras estão gastas.


Adeus. 

 

Eugénio de Andrade


publicado por Catarina às 11:30

03.02.09

Estou aqui em corpo, mas não em mente. Os meus pensamentos 'voaram' para paragens longínquas, carregadas de sol e boa disposição. Imagino a praia e a chuva tropical a cair sobre a minha pele bronzeada. O som da água, o bater das ondas no areal fino e suave. As pessoas a correr à beira mar; as crianças a brincar com baldes e ancinhos; os calções e bikinis coloridos; os castelos e construções na areia; os peixes extravagantes na água límpida e resplandecente.

Verão. Ai, soa tão bem. O simples pronunciar desta palavra torna o brilho dos meus olhos comparável a duas pérolas gigantes.

E as noites? Quentes e animadas, repletas de música e danças exóticas. A harmonia surpreendente entre dois corpos que se completam; o bater forte do coração quando ouvimos passar a música que nos faz mexer e abanar o corpo todo ao som do ritmo de Verão. As novas amizades; os números trocados; as bebidas frescas e coloridas; os tops curtos e as mini-saias; as havaianas com padrões alegres e festivos; as coroas de flores; os colares espampanantes; as horas infinitas na pista de dança, e o mais importante... os sorrisos inesquecíveis de uma noite memorável.

Volta Verão!

publicado por Catarina às 21:11

02.02.09

 

 

Release your inhibitions

  Feel the rain on your skin

publicado por Catarina às 10:05

01.02.09

 

 

Há outras pessoas, há sempre outras pessoas. Outros sorrisos, outros olhares, outros ‘talentos escondidos’. A meu ver, ficar agarrado ao passado não é uma opção, principalmente quando nos podemos gabar de ter a sorte de encontrar pessoas com vontade de nos fazer felizes. E que aparecem sem sequer darmos conta. Entram na nossa vida devagarinho, e fazem as coisas da forma mais ‘leve’ possível, de modo a não exercerem qualquer pressão. Sim, porque apesar de tudo, o passado fica sempre presente, e não desaparece tão rápido como muitas vezes gostaríamos.

Passam-nos muitas vezes imagens pela cabeça, que recordamos todos os dias. Idealizamos coisas que nunca chegámos a fazer, e que mesmo assim conseguimos descrever ao mais ínfimo pormenor. A forma como o fizémos; o local; o ambiente circundante; as expressões faciais e corporais; os cheiros; os sons.

Mas isso não importa. Por muito que os sentimentos se mantenham ou que tenhamos vontade de fazer o ‘tempo voltar atrás’, isso já não importa. Acabou, foi o fim. E a verdade é que não volta.

Agora o importante é dar valor a essas ‘novas pessoas’, deixar que entrem nas nossas vidas e que aprendam a conhecer as nossas qualidades e os nossos defeitos. Voltar a entregar o coração, mas com mais cuidado, para que desta vez ele não volte a ficar reduzido a metade.

 

Novas experiências. Novo espírito.

‘life goes on’

publicado por Catarina às 18:17

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