30.01.09

Certo dia, no tempo em que tudo na terra falava (até o rochedo), a rosa furiosa reclamava com a antipatia da abelha, dizendo que tinha sido muito mal-educada com ela. Reclamava, barafustava, gritava,...

Mas, a paciente e sábia abelha, filha da rainha, encheu os seus fininhos pulmões e disse:

- Reclama, tens todo o direito, o meu comportamento não foi correcto, desculpa... Mas digo-te isto: nada vai afectar a nossa relação, tal como os humanos se unem em laços eternos de amor, de amizade, nós não conseguimos viver um sem o outro, é-nos impossível...

As pétalas relaxaram, o roto ficou menos pesado e a rosa esboçou "aquele" sorriso, sorriso que era só dela.

- Eu sei.

E a relação continuou, mesmo com a irritabilidade da rosa e com as respostas secas da abelha, continuou até aos nossos dias. E uma prova disso é a abelha ir todos os dias de manhãzinha dar um beijo de acordar à rosa e levar pólen para encantar o mundo.


João Prata - Prenda de Natal

Coimbra, 5 de Fevereiro de 2007

publicado por Catarina às 21:22

Quando alguma coisa termina, lembramo-nos sempre das pessoas a quem não damos o devido valor, e que merecem muito mais do que qualquer outra.

Relembramos pessoas antigas; amizades que perdemos durante longos períodos de tempo. Ficamos com saudades das alegrias que nos eram proporcionadas, dos momentos vividos, das experiências partilhadas.

Falo em especial de ti, Andreia. A nossa amizade ficou destruída, por erros que eu cometi, por asneiras que fiz sem pensar e pelas palavras que disseste sem sequer te aperceberes. Houve dias e dias em que me arrependi, em que me lembrei de ti e das nossas conversas, dos segredos que te contava, das visitas que fazias a coimbra e das vezes em que gritavas 'ESTÁS TÃO MAGRA, CATARINA. TENS QUE COMER!'. Pensava em tudo, mas ficava calada. Não tinha coragem de te voltar a pedir desculpa mais uma vez, sabendo que nunca irias aceitar.

A verdade é que quando menos esperava, apareceste. Voltaste e pediste-me ajuda, como costumavas fazer. Voltaste a encher os meus dias de felicidade, mesmo quando à partida isso parecia impossível. Trouxeste novamente o espírito das 'gomas, chocolates e chupa-chupas',  a alegria de viver e de sorrir para a vida.

Agora que voltaste, nunca mais vai existir nada que possa fazer recuar a nossa amizade. Passámos pela maior 'tempestade', e ainda assim conseguimos voltar a construir tudo. Passo a passo. Com cores vivas e espampanantes.


Adoro-te, não tenhas qualquer dúvida <3


(peço desculpa não ter escrito durante tanto tempo, mas agora 'voltei'.)

publicado por Catarina às 21:02

Janeiro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
31


arquivos
2009:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2008:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO