24.11.08


Sentei-me no pontão à tua espera. Cruzei as pernas e olhei para o céu. Comecei por contar as estrelas, e decidi que cada uma delas ia representar um dos momentos perfeitos que passei contigo. Eram infinitas, e proporcionais a tudo o que já passámos.. um início sem fim. Esperei horas e horas, e continuaste sem aparecer. O meu coração batia a mil à hora, estava a tremer de frio, sentia um frio na barriga e nada era capaz de me acalmar.. levantei-me, dei voltas e voltas ao pontão. Corri, saltei, chorei, gritei. Por muito que berrasse, ninguém me ouvia. Olhava para o lado esquerdo e via mar, olhava para o lado direito e via grãos de areia muito finos. Parecia o paraíso, mas faltava-me o essencial. O tempo não era impedimento.. voltei a sentar-me, e não desisti de esperar por ti. Durante horas e horas permaneci com os olhos fechados e o meu pensamento percorreu memórias passadas.. relembrei os dias frios de Inverno que passámos juntos, no ‘nosso’ parque, no ‘nosso’ banco, no NOSSO mundo. Esse sim, é verdadeiramente nosso. Pertence-nos, e ninguém o pode fazer desaparecer.

Voltei a abrir os olhos. Vi-te ao longe, e conseguia distinguir as marcas das tuas pegadas na areia. Os teus olhos brilhavam como nunca e o sorriso não podia ser maior. Sentaste-te ao meu lado, puseste o casaco sobre o meu corpo gelado, fechaste também os olhos, e por fim disseste ‘voltei’. O mundo parou, e o meu coração também. O tempo que esperei por ti não foi nada, quando comparado com o significado daquela simples palavra.

1+1=1

publicado por Catarina às 14:26

Novembro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
27
28
29



arquivos
2009:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2008:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO